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O ESCARAVELHO DO DIABO
Sou professora de Língua Portuguesa e amo o que eu faço! Quando a gente faz o que ama, é sempre bom compartilhar com os outros! Dúvidas, todos nós sempre temos e é ótimo quando encontramos alguém que possa nos ajudar! Pois é isso que estou me propondo a fazer: tirar suas dúvidas sobre o estudo da nossa língua. Neste blog você vai encontrar explicações rápidas sobre diversos conteúdos e exercícios para você estudar e ver se realmente entendeu.
terça-feira, 13 de novembro de 2018
terça-feira, 19 de junho de 2018
Concordância verbal
De acordo com a norma culta o verbo deve sempre concordar em pessoa e número com o sujeito.
A borboleta voava pelo jardim. - 3ª pessoa do singular
As borboletas voavam pelo jardim. - 3ª pessoa do plural
Eu estudo para a prova. - 1ª pessoa do singular
Nós estudamos para a prova. - 1ª pessoa do plural
A porta está aberta - 3ª pessoa do singular
A porta e a janela estão abertas. - 3ª pessoa do plural
A gente se preocupa com o planeta. - 3ª pessoa do singular
Nós nos preocupamos com o planeta. - 1ª pessoa do plural
Há algumas regrinhas especiais que merecem nossa atenção:
A borboleta voava pelo jardim. - 3ª pessoa do singular
As borboletas voavam pelo jardim. - 3ª pessoa do plural
Eu estudo para a prova. - 1ª pessoa do singular
Nós estudamos para a prova. - 1ª pessoa do plural
A porta está aberta - 3ª pessoa do singular
A porta e a janela estão abertas. - 3ª pessoa do plural
A gente se preocupa com o planeta. - 3ª pessoa do singular
Nós nos preocupamos com o planeta. - 1ª pessoa do plural
Há algumas regrinhas especiais que merecem nossa atenção:
- Se o núcleo do sujeito for um substantivo coletivo, o verbo deve ser flexionado no singular:
A assembleia dos deputados se reuniu mais uma vez para discutir sobre a nova lei.
- Quando o sujeito for uma palavra que só é usada no plural, se vier acompanhada do artigo, o verbo fica no plural. Se a palavra não estiver acompanhada do artigo, o verbo fica no singular:
As férias estão chegando.
Férias é tudo de bom.
- Quando o verbo vier depois do sujeito composto, ele pode concordar com o núcleo mais próximo ou com os dois núcleos:
Chegaram atrasados Marcelo e seu filho.
Chegou atrasado Marcelo e seu filho.
segunda-feira, 2 de abril de 2018
Exercícios - Figuras de linguagens II
1. Observe o poema de Carlos Drummond de Andrade:
José
E agora, José?
A festa acabou,
a luz apagou,
o povo sumiu,
a noite esfriou,
e agora, José?
e agora, você?
você que é sem nome,
que zomba dos outros,
você que faz versos,
que ama, protesta?
e agora, José?
Está sem mulher,
está sem discurso,
está sem carinho,
já não pode beber,
já não pode fumar,
cuspir já não pode,
a noite esfriou,
o dia não veio,
o bonde não veio,
o riso não veio,
não veio a utopia
e tudo acabou
e tudo fugiu
e tudo mofou,
e agora, José?
E agora, José?
Sua doce palavra,
seu instante de febre,
sua gula e jejum,
sua biblioteca,
sua lavra de ouro,
seu terno de vidro,
sua incoerência,
seu ódio — e agora?
Com a chave na mão
quer abrir a porta,
não existe porta;
quer morrer no mar,
mas o mar secou;
quer ir para Minas,
Minas não há mais.
José, e agora?
Se você gritasse,
se você gemesse,
se você tocasse
a valsa vienense,
se você dormisse,
se você cansasse,
se você morresse...
Mas você não morre,
você é duro, José!
Sozinho no escuro
qual bicho-do-mato,
sem teogonia,
sem parede nua
para se encostar,
sem cavalo preto
que fuja a galope,
você marcha, José!
José, para onde?
E agora, José?
A festa acabou,
a luz apagou,
o povo sumiu,
a noite esfriou,
e agora, José?
e agora, você?
você que é sem nome,
que zomba dos outros,
você que faz versos,
que ama, protesta?
e agora, José?
Está sem mulher,
está sem discurso,
está sem carinho,
já não pode beber,
já não pode fumar,
cuspir já não pode,
a noite esfriou,
o dia não veio,
o bonde não veio,
o riso não veio,
não veio a utopia
e tudo acabou
e tudo fugiu
e tudo mofou,
e agora, José?
E agora, José?
Sua doce palavra,
seu instante de febre,
sua gula e jejum,
sua biblioteca,
sua lavra de ouro,
seu terno de vidro,
sua incoerência,
seu ódio — e agora?
Com a chave na mão
quer abrir a porta,
não existe porta;
quer morrer no mar,
mas o mar secou;
quer ir para Minas,
Minas não há mais.
José, e agora?
Se você gritasse,
se você gemesse,
se você tocasse
a valsa vienense,
se você dormisse,
se você cansasse,
se você morresse...
Mas você não morre,
você é duro, José!
Sozinho no escuro
qual bicho-do-mato,
sem teogonia,
sem parede nua
para se encostar,
sem cavalo preto
que fuja a galope,
você marcha, José!
José, para onde?
Identifique no poema exemplos de ANÁFORA.
2. Observe a seguir a letra da música de Roberto Carlos e identifique um exemplo de anáfora e um exemplo de hipérbole:
"Eu quero apenas olhar os campos
Eu quero apenas cantar meu canto
Eu só não quero cantar sozinho
Eu quero um coro de passarinhos
Quero levar o meu canto amigo
A qualquer amigo que precisar
Eu quero ter um milhão de amigos
E bem mais forte poder cantar"
3. Observe a imagem a seguir e explique a hipérbole presente nela.
segunda-feira, 5 de março de 2018
Figuras de Linguagem I
Figura de Linguagem é um recurso em que se usa as palavras em um sentido figurado, ou seja, as palavras são usadas com um sentido diferente daqueles que normalmente conhecemos.
.
METÁFORA
A metáfora é um tipo de comparação implícita. O que é isso? É quando eu comparo duas coisas aparentemente diferentes, mas que se eu olhar atentamente, pensar bem, posso encontrar alguma semelhança entre elas.
Vamos entender:
Quando eu digo:
Meu pai é bravo como uma fera!
Estou comparando MEU PAI com UMA FERA. Trata-se de uma comparação explícita. Por quê?
Porque eu usei o termo comparativo: COMO.
E ainda deixei bem claro o que existe em comum entre os dois: SÃO BRAVOS.
Agora, observe:
Se eu disser:
Meu pai é uma fera!
Eu estou igualando duas coisas aparentemente diferentes. É preciso pensar um pouco e descobrir o que O PAI e A FERA têm em comum.
Nesse caso, em que a comparação é implícita, temos uma METÁFORA.
Vamos conhecer alguns outros exemplos de metáfora:
.
METÁFORA
A metáfora é um tipo de comparação implícita. O que é isso? É quando eu comparo duas coisas aparentemente diferentes, mas que se eu olhar atentamente, pensar bem, posso encontrar alguma semelhança entre elas.
Vamos entender:
Quando eu digo:
Meu pai é bravo como uma fera!
Estou comparando MEU PAI com UMA FERA. Trata-se de uma comparação explícita. Por quê?
Porque eu usei o termo comparativo: COMO.
E ainda deixei bem claro o que existe em comum entre os dois: SÃO BRAVOS.
Agora, observe:
Se eu disser:
Meu pai é uma fera!
Eu estou igualando duas coisas aparentemente diferentes. É preciso pensar um pouco e descobrir o que O PAI e A FERA têm em comum.
Nesse caso, em que a comparação é implícita, temos uma METÁFORA.
Vamos conhecer alguns outros exemplos de metáfora:
- Aquela menina é um doce!
- Não pense que a vida é um mar de rosas.
- Meu professor é um poço de sabedoria
- Minha vida é um inferno.
- "As mãos que dizem adeus são pássaros que vão morrendo lentamente..." (Mário Quintana)
- "Borboletas sempre voltam e o seu jardim sou eu..." (Victor e Leo)
A antítese apresenta a combinação de palavras, expressões e ideias opostas, contrárias dentro de um mesmo contexto, para construir um determinado sentido.
"Toda pedra do caminho
Você pode retirar
Numa flor que tem espinhos
Você pode se arranhar
Se o bem e o mal existem
Você pode escolher
É preciso saber viver"
(Titãs)
"Quero vivê-lo em cada vão momento
E em louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento."
(Soneto de fidelidade -Vinícius de Moraes)
PERSONIFICAÇÃO ou PROSOPOPEIA
A personificação ou prosopopeia é uma figura de linguagem utilizada quando se dá uma característica humana a seres irracionais ou objetos. A personificação é muito comum em fábulas, pois os personagens, geralmente, são animais que falam e agem como humanos.
Veja alguns exemplos:
"Um rato que morava na Cidade, acertando de ir ao campo, foi convidado por outro, que lá morava, e levando-o à sua cova, comeram ambos coisas do campo, ervas e raízes."
(O Rato do campo e o Rato da cidade)
Nada mais pude fazer, a não ser aceitar a “sinistra face da morte”. (A morte ganha uma face e assume a característica de ser sinistra)
Você pode retirar
Numa flor que tem espinhos
Você pode se arranhar
Se o bem e o mal existem
Você pode escolher
É preciso saber viver"
(Titãs)
"Quero vivê-lo em cada vão momento
E em louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento."
(Soneto de fidelidade -Vinícius de Moraes)
PERSONIFICAÇÃO ou PROSOPOPEIA
A personificação ou prosopopeia é uma figura de linguagem utilizada quando se dá uma característica humana a seres irracionais ou objetos. A personificação é muito comum em fábulas, pois os personagens, geralmente, são animais que falam e agem como humanos.
Veja alguns exemplos:
"Um rato que morava na Cidade, acertando de ir ao campo, foi convidado por outro, que lá morava, e levando-o à sua cova, comeram ambos coisas do campo, ervas e raízes."
(O Rato do campo e o Rato da cidade)
Hoje o dia amanheceu feliz!
"Aprendi o segredo, o segredo
O segredo da vida
Vendo as pedras que choram sozinhas
No mesmo lugar." (Medo da chuva - Raul Seixas)
O segredo da vida
Vendo as pedras que choram sozinhas
No mesmo lugar." (Medo da chuva - Raul Seixas)
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Olá! Se você ainda não possui o livro O escaravelho do diabo , acesse o link abaixo e faça a leitura em PDF. Link: O ESCARAVELHO DO DIABO...
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Você já conhece a metáfora e a personificação (prosopopeia). Agora, vamos falar um pouco sobre outras duas figuras de linguagem. A anáfora ...
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1. Observe o poema de Carlos Drummond de Andrade: José E agora, José? A festa acabou, a luz apagou, o povo sumiu, a noite esfriou, e ago...




