terça-feira, 13 de novembro de 2018

O Escaravelho do Diabo

Olá! Se você ainda não possui o livro O escaravelho do diabo, acesse o link abaixo e faça a leitura em PDF.

Link:
O ESCARAVELHO DO DIABO






terça-feira, 19 de junho de 2018

Concordância verbal

De acordo com a norma culta o verbo deve sempre concordar em pessoa e número com o sujeito.

A borboleta voava pelo jardim. - 3ª pessoa do singular
As borboletas voavam pelo jardim. - 3ª pessoa do plural

Eu estudo para a prova. - 1ª pessoa do singular
Nós estudamos para a prova. - 1ª pessoa do plural

A porta está aberta - 3ª pessoa do singular
A porta e a janela estão abertas. - 3ª pessoa do plural

A gente se preocupa com o planeta. - 3ª pessoa do singular
Nós nos preocupamos com o planeta. - 1ª pessoa do plural

Há algumas regrinhas especiais que merecem nossa atenção:

  • Se o núcleo do sujeito for um substantivo coletivo, o verbo deve ser flexionado no singular:
                A assembleia dos deputados se reuniu mais uma vez para discutir sobre a nova lei.
  • Quando o sujeito for uma palavra que só é usada no plural, se vier acompanhada do artigo, o verbo fica no plural. Se a palavra não estiver acompanhada do artigo, o verbo fica no singular:
As férias estão chegando.
Férias é tudo de bom.
  • Quando o verbo  vier depois do sujeito composto, ele pode concordar com o núcleo mais próximo ou com os dois núcleos:
Chegaram atrasados Marcelo e seu filho.
Chegou atrasado Marcelo e seu filho.

segunda-feira, 2 de abril de 2018

Exercícios - Figuras de linguagens II

1. Observe o poema de Carlos Drummond de Andrade:

José

E agora, José?
A festa acabou,
a luz apagou,
o povo sumiu,
a noite esfriou,
e agora, José?
e agora, você?
você que é sem nome,
que zomba dos outros,
você que faz versos,
que ama, protesta?
e agora, José?

Está sem mulher,
está sem discurso,
está sem carinho,
já não pode beber,
já não pode fumar,
cuspir já não pode,
a noite esfriou,
o dia não veio,
o bonde não veio,
o riso não veio,
não veio a utopia
e tudo acabou
e tudo fugiu
e tudo mofou,
e agora, José?

E agora, José?
Sua doce palavra,
seu instante de febre,
sua gula e jejum,
sua biblioteca,
sua lavra de ouro,
seu terno de vidro,
sua incoerência,
seu ódio — e agora?

Com a chave na mão
quer abrir a porta,
não existe porta;
quer morrer no mar,
mas o mar secou;
quer ir para Minas,
Minas não há mais.
José, e agora?

Se você gritasse,
se você gemesse,
se você tocasse
a valsa vienense,
se você dormisse,
se você cansasse,
se você morresse...
Mas você não morre,
você é duro, José!

Sozinho no escuro
qual bicho-do-mato,
sem teogonia,
sem parede nua
para se encostar,
sem cavalo preto
que fuja a galope,
você marcha, José!
José, para onde?

Identifique no poema exemplos de ANÁFORA.

2. Observe a seguir a letra da música de Roberto Carlos e identifique um exemplo de anáfora e um exemplo de hipérbole:

"Eu quero apenas olhar os campos
Eu quero apenas cantar meu canto
Eu só não quero cantar sozinho
Eu quero um coro de passarinhos

Quero levar o meu canto amigo
A qualquer amigo que precisar
Eu quero ter um milhão de amigos
E bem mais forte poder cantar"

3. Observe a imagem a seguir e explique a hipérbole presente nela.

segunda-feira, 5 de março de 2018

Figuras de Linguagem I

Figura de Linguagem é um recurso em que se usa as palavras em um sentido figurado, ou seja, as palavras são usadas com um sentido diferente daqueles que normalmente conhecemos.
.

METÁFORA

A metáfora é um tipo de comparação implícita. O que é isso? É quando eu comparo duas coisas aparentemente diferentes, mas que se eu olhar atentamente, pensar bem, posso encontrar alguma semelhança entre elas.
Vamos entender:

Quando eu digo:

Meu pai é bravo como uma fera!

Estou comparando MEU PAI com UMA FERA. Trata-se de uma comparação explícita. Por quê?
Porque eu usei o termo comparativo: COMO.
E ainda deixei bem claro o que existe em comum entre os dois: SÃO BRAVOS.

Agora, observe:

Se eu disser:

Meu pai é uma fera!

Eu estou igualando duas coisas aparentemente diferentes. É preciso pensar um pouco e descobrir o que O PAI e A FERA têm em comum.

Nesse caso, em que a comparação é implícita, temos uma METÁFORA.


Vamos conhecer alguns outros exemplos de metáfora:
  • Aquela menina é um doce!
  • Não pense que a vida é um mar de rosas.
  • Meu professor é um poço de sabedoria
  • Minha vida é um inferno.
  • "As mãos que dizem adeus são pássaros que vão morrendo lentamente..." (Mário Quintana)
  • "Borboletas sempre voltam e o seu jardim sou eu..." (Victor e Leo)
ANTÍTESE

A antítese apresenta a combinação de palavras, expressões e ideias opostas, contrárias dentro de um mesmo contexto, para construir um determinado sentido.

"Toda pedra do caminho
Você pode retirar
Numa flor que tem espinhos
Você pode se arranhar
Se o bem e o mal existem
Você pode escolher
É preciso saber viver"
                            (Titãs)


"Quero vivê-lo em cada vão momento
E em louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento."

                  (Soneto de fidelidade -Vinícius de Moraes)


PERSONIFICAÇÃO ou PROSOPOPEIA

A personificação ou prosopopeia é uma figura de linguagem utilizada quando se dá uma característica humana a seres irracionais ou objetos. A personificação é muito comum em fábulas, pois os personagens, geralmente, são animais que falam e agem como humanos.

Veja alguns exemplos:


"Um rato que morava na Cidade, acertando de ir ao campo, foi convidado por outro, que lá morava, e levando-o à sua cova, comeram ambos coisas do campo, ervas e raízes." 

                                                                                                                      (O Rato do campo e o Rato da cidade)


Hoje o dia amanheceu feliz!

Nada mais pude fazer, a não ser aceitar a “sinistra face da morte”. (A morte ganha uma face e assume a característica de ser sinistra)

"Aprendi o segredo, o segredo 
O segredo da vida 
Vendo as pedras que choram sozinhas 
No mesmo lugar."
(
Medo da chuva - Raul Seixas)